Conheça mais sobre Cupins



Espécies domésticas mais comumente encontradas em áreas urbanas no Brasil 


Cupim de madeira seca: Cryptotermes brevis
Os cupins de madeira seca vivem em madeiras com baixo teor de umidade. Eles não necessitam ter contato com o solo ou com outra fonte de umidade. Por viverem dentro da peça atacada, eles são freqüentemente transportados de um local a outro, em móveis infestados, embalagens de madeira e molduras de quadros, por exemplo. O tamanho da colônia é proporcional ao tamanho da peça atacada, já que se encontram restritos a ela. Devido ao acúmulo de detritos provenientes da atividade da colônia, os cupins eliminam periodicamente as fezes. Este é o mais peculiar vestígio da infestação por cupins desta espécie.

Cupim subterrâneo: Coptotermes gestroi; Heterotermes spp
É a espécie invasora de estruturas no meio urbano de maior importância econômica no Brasil. No passado remoto construíam seus ninhos no solo alimentavam-se exclusivamente das árvores mortas. A partir da diminuição das matas em detrimento da ampliação das cidades, estes cupins criaram mecanismos de sobrevivência, e adquiriram a capacidade de instalar suas colônias em vãos estruturais, ou qualquer outro espaço favorável que exista em uma estrutura, seja ela uma residência, indústria ou comércio, em caixões perdidos em edifícios, vãos entre lajes ou paredes duplas. Esta espécie é capaz de danificar os fios elétricos e entupir as tubulações elétricas. Esta é uma característica que os diferencia dos cupins de madeira seca, cujos ninhos estão confinados à madeira infestada, já os cupins subterrâneos possuem a capacidade de saírem da colônia em busca de alimentos, dada a fartura de elementos à base de celulose que se encontram na natureza ou nas proximidades da própria colônia. As rainhas (responsáveis pela produção dos ovos) vivem  em média 20 anos. Estima-se que o abdome de uma rainha atinja 200 vezes o volume do restante do corpo!!! E seria capaz de colocar até 7.000 ovos por dia.

Cupim arbóreo: Nasutitermes spp
A principal característica desta espécie são os ninhos arbóreos, popularmente chamados de  cabeça de nego . Embora o casal real inicialmente nidifique no solo, mais tarde a colônia é transferida para cima, nas árvores, mas permanecem sempre em comunicação com o solo, por meio de túneis que descem pelo tronco da árvore onde seu ninho foi construído. Este comportamento demonstra evidências de evolução e especialização. Poucas são as espécies deste gênero que nidificam somente no solo.

Prejuízos causados:
Por estarem restritos à peça atacada ou infestarem madeiras estruturais, o ataque inicial dos cupins sempre apresenta sinais bastante discretos. Mas é imprudente subestimar os danos, pois geralmente quando identificado, o prejuízo é grande, Já que nas madeiras submetidas a infestações por um tempo prolongado, restará apenas uma fina superfície externa intacta, quebradiça. É assim que muitos barrotes de sustentação de telhados de residência ficam quase que totalmente ocos e sucumbem ocasionando o desabamento de telhados e prejuízos ao patrimônio, sem contar com a desvalorização do imóvel. Dentre as peças mais comumente atacadas pelo cupim destacamos o batente de portas e janelas (que ficam fixos, sem movimento, em contato com a parede), móveis e armários embutidos, rodapés e forros de madeira.

Comportamento e hábitos alimentares:
Os cupins são chamados de insetos sociais. Os ovos e os jovens são cuidados pelos indivíduos mais velhos. Rei e rainha, operários e soldados convivem numa mesma colônia e dependem uns dos outros para sobreviver.
Os cupins se alimentam de materiais celulósicos e madeira em diferentes estágios de decomposição, gramíneas, raízes, sementes, fezes de herbívoros, húmus, etc. Os operários são cegos e, após encontrar a fonte de alimento, se comunicam por feromônios, que são substancias químicas que informam onde há alimento e situações de perigo também.

Ciclo de vida e reprodução:
A rainha e o rei são os mais importantes membros da colônia. Suas únicas funções são o acasalamento e a postura de ovos. Outros cupins alimentam e cuidam da rainha. Dos ovos nascem as ninfas, que são alimentadas por substância regurgitada pelos operários, estes estéreis e cegos, buscam material celulósico para alimentar toda a colônia. Periodicamente, as formas aladas (machos e fêmeas) executam revoadas com o objetivo do acasalamento e formação de novas colônias. Geralmente esta revoada ocorre nos meses de agosto à outubro, onde observamos os siriris nas lâmpadas acessas em casa. A observação dos túneis construídos caracteriza um forte indício de que a população da colônia é extremamente alta, espalhando-se comumente por todo o madeiramento atacado. 

Medidas preventivas:

  • Conserte vazamentos e infiltrações o mais rápido possível, já que a umidade favorece o surgimento dos cupins.
  • Ao realizar obras não reaproveite madeiras ou outros materiais que possam conter cupins.
  • Prefira sempre madeira tratada e/ou medeiras mais resistentes ao ataque.
  • Ao comprar ou alugar uma casa ou apartamento procure saber se já houve infestações de cupins; Preste atenção aos vestígios de ataque, que confirme ou não a presença destes insetos.
  • Verifique principalmente cantos escuros e úmidos, procure por pós granulados ou túneis em objetos de madeira, portas e rodapés.
  • Realize o tratamento no solo ainda na construção, no momento das escavações das fundações e alicerces.


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